O que é Piscologia Social e Filosofia Humana

Sílvia Lane e Vigotski e, a partir deles, desenvolveu o estudo das categorias do psiquismo: atividade, consciência e identidade.

A Psicologia Social, a subjetividade-objetividade e objetividade em processo do diálogo, área da Psicologia que estuda o comportamento de indivíduos enquanto seres socialmente influenciados mostra como se forma nossa concepção de mundo, sua vinculação à linguagem que aprendemos e aos valores que assimilamos.

“A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.” — Paulo Freire. Qual a linha da Gestalt? Essa linha, que surgiu pelas mãos do médico alemão Fritz Perls e também é conhecida como terapia da forma, defende a teoria de que não se pode chegar ao todo através das suas partes, mas, sim, às partes por meio do conjunto A ideia central expressa na frase — “não se pode chegar ao todo através das suas partes, mas, sim, às partes por meio do conjunto” — reflete um dos fundamentos da Gestalt: o todo é mais do que a simples soma das partes. Ou seja, a percepção e a experiência humana devem ser compreendidas de forma global e integrada, e não apenas por meio da análise isolada de comportamentos ou sentimentos. Em resumo: Filósofo Visão do ser humano Sócrates Capaz de alcançar a sabedoria por meio do autoconhecimento. Agostinho Ser dividido entre razão e desejo, buscando Deus. Descartes Ser racional; o pensamento é prova da existência. Kant Ser autônomo e ético, dotado de dignidade moral. Nietzsche Ser em construção, criador de sentido. Sartre Ser livre e responsável por suas escolhas. Freire Ser inacabado, capaz de transformação pela educação. Jean-Paul Sartre (1905–1980) Filósofo francês ligado ao existencialismo e ao humanismo ateu. Ele foi um dos pensadores mais influentes do século XX. Aplicações na psicologia: Psicoterapia existencial-humanista; Psicologia clínica focada em sentido e escolha; Atendimento em crises existenciais (luto, mudanças, depressão); Orientação vocacional e de vida; Intervenções que valorizam o sujeito como protagonista da própria história. Introdução – Jean-Paul Sartre e a Filosofia da Liberdade Humana Jean-Paul Sartre (1905–1980), filósofo francês e principal expoente do existencialismo, desenvolveu uma profunda reflexão sobre a condição humana em um mundo sem garantias absolutas. Em sua célebre máxima — "a existência precede a essência" —, Sartre rompe com a ideia de que o ser humano nasce com uma natureza fixa, afirmando que o indivíduo se define por suas escolhas ao longo da vida. Para ele, o ser humano é um projeto inacabado, livre e responsável, lançado no mundo para construir a si mesmo por meio de suas ações. Essa liberdade radical, embora traga possibilidades, também gera angústia e responsabilidade. Sartre vê na "má-fé" a tentativa de escapar dessa liberdade, quando o sujeito se esconde atrás de papéis sociais ou desculpas para não assumir seus próprios atos. Em oposição, propõe uma vida autêntica, baseada no engajamento com o mundo e com os outros, pois toda escolha individual também afeta a coletividade. Sartre também reflete sobre a convivência: "o inferno são os outros" não significa que as pessoas são más, mas que o olhar do outro nos confronta com nossa própria imagem. Essa tensão é parte da vida humana e aparece frequentemente nas relações terapêuticas, nos grupos, na autoimagem e na autoestima. A filosofia de Sartre tem grande impacto na educação, na psicologia e na ética, por valorizar a autonomia, a ação consciente e o compromisso com a transformação social. Seu pensamento continua atual ao provocar reflexões sobre a liberdade, a identidade e o sentido da existência humana. A Filosofia Humana busca responder a perguntas fundamentais sobre quem somos, por que existimos, o que é a liberdade, qual o sentido da vida, como devemos viver e como nos relacionamos com o outro. Ela está no cruzamento da ética, da antropologia filosófica, da metafísica e da política Sócrates (469–399 a.C.) – Grécia Antiga "Conhece-te a ti mesmo." Sócrates acreditava que a sabedoria verdadeira começa com o autoconhecimento. Em vez de ensinar respostas prontas, fazia perguntas para levar seus interlocutores a refletirem sobre si mesmos, suas ações e valores. Contribuição: O ser humano é um ser capaz de pensar sobre si mesmo, e essa capacidade é fundamental para viver com justiça e virtude. Agostinho de Hipona (354–430 d.C.) – Cristianismo Antigo O ser humano é um ser em busca de Deus, dividido entre a razão (alma) e o desejo (corpo). Agostinho via o ser humano como um ser interior e espiritual, capaz de conhecer a verdade através da introspecção e da fé. A razão deve guiar o desejo, e o amor a Deus é o caminho para a realização plena. Contribuição: O ser humano vive um conflito entre o bem e o mal, e sua salvação passa pela busca da verdade divina. René Descartes (1596–1650) – Modernidade Europeia "Penso, logo existo." Para Descartes, a consciência racional é a essência do ser humano. A dúvida metódica leva à única certeza: o pensamento. Isso marca o início da modernidade e da valorização da razão individual. Contribuição:  A cada escolha, criamos nossa identidade. A liberdade é radical, mas vem com angústia e responsabilidade. Contribuição: O ser humano é livre e responsável por dar sentido à própria existência. Paulo Freire (1921–1997) – Educação e Libertação no Brasil e na América Latina O ser humano é um ser inacabado, que se transforma pela práxis (ação + reflexão) e pelo diálogo. Freire acreditava na educação como prática libertadora. Ninguém nasce pronto; aprendemos e nos tornamos sujeitos ativos na construção do mundo. Contribuição: O ser humano é capaz de mudar a si mesmo e a realidade, desde que participe criticamente do processo educativo. Ideologia Marilena Chaui – Ideologia, Cultura e Opressão na Psicologia Social Crítica A filósofa Marilena Chaui é uma das intelectuais mais influentes do pensamento crítico brasileiro. Embora não seja psicóloga, sua obra tem grande impacto na Psicologia Social Crítica, sobretudo ao oferecer fundamentos teóricos e políticos para a compreensão das relações de poder, da cultura e da ideologia na formação do sujeito. BRANDÃO, Carlos Rodrigues – O que é educação popular (1981) Principais conceitos: Educação como prática cotidiana: Brandão valoriza o saber que nasce da experiência do povo, mostrando que todo espaço é educativo — a rua, o campo, o sindicato, o bairro. Educação comunitária: Destaca a importância das práticas educativas construídas com as comunidades, e não impostas para elas. Diálogo entre saberes: Defende que a educação popular deve criar pontes entre o saber acadêmico e o saber popular, em pé de igualdade. Educação informal como potência política: A educação que ocorre fora da escola pode ter enorme força na mobilização social e construção da cidadania. Mario Sergio Cortella é filósofo, educador e escritor brasileiro, com forte influência da filosofia da educação freireana. Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (1991–1992) na gestão de Luiza Erundina e trabalhou diretamente com Paulo Freire, de quem foi orientando e colega. “Educar é um ato de coragem, pois quem educa mexe com o outro e consigo mesmo.” “Não nascemos prontos, ficamos prontos. E isso acontece na caminhada da vida, especialmente por meio da educação.” Na Psicologia Social, manutenção diz respeito aos processos que mantêm o grupo coeso, funcional e estável ao longo do tempo. Está diretamente relacionada à coesão grupal, à resolução de conflitos e ao fortalecimento de vínculos entre os membros. Manutenção e Coesão em Processos Grupais Na Psicologia Social, manutenção refere-se às ações e estratégias que mantêm a estabilidade, continuidade e funcionamento do grupo ao longo do tempo. Ela está diretamente ligada à coesão grupal, que é o grau de união, solidariedade e compromisso dos membros com o grupo e entre si. 
A manutenção e coesão de grupos são essenciais para o funcionamento coletivo e podem ser promovidas por meio de objetivos comuns, regras claras e apoio mútuo. Porém, uma Psicologia Social crítica alerta para o risco da coesão alienante, quando o grupo reproduz opressões sem reflexão. O papel do psicólogo social, nesse contexto, é ajudar o grupo a manter-se unido com consciência crítica, diálogo e transformação social. “
 Perspectiva Crítica – Silvia Lane e Paulo Freire Autores da Psicologia Social Crítica, como Silvia Lane, observam que a manutenção de certos grupos pode também representar a manutenção de desigualdades sociais. Ou seja, a coesão nem sempre é positiva — ela pode servir à reprodução de estruturas de dominação. Paulo Freire, ao falar da educação dialógica, também nos lembra que grupos se mantêm vivos quando há participação crítica e transformação conjunta, e não apenas conformismo. Qual é a função da Psicologia Social?
 Realiza estudo, pesquisa e supervisão sobre temas pertinentes à relação do indivíduo com a sociedade, com o intuito de promover a problematização e a construção de proposições que qualifiquem o trabalho e a formação no campo da Psicologia Social (Resolução CFP Nº 05/2003, art. 3). Função do Psicólogo Social O psicólogo social atua na interface entre o sujeito e a sociedade, buscando compreender e intervir nas relações sociais que influenciam comportamentos, atitudes, identidades e modos de vida. Sua função vai além da análise individual, considerando os contextos históricos, culturais, econômicos e políticos que moldam a experiência humana. Entre as principais funções do psicólogo social, destacam-se: Analisar criticamente os fenômenos sociais O psicólogo social investiga como as ideologias, normas sociais e relações de poder afetam os indivíduos e os grupos. Isso envolve temas como preconceito, exclusão, violência simbólica, discriminação, desigualdade e identidade social. Promover a transformação social Em consonância com a Psicologia Social Crítica, o psicólogo social busca contribuir para a emancipação dos sujeitos, fortalecendo o protagonismo individual e coletivo, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Mediar conflitos e facilitar processos grupais Atua em espaços como escolas, comunidades, organizações, serviços de saúde e instituições públicas, promovendo o diálogo, a escuta ativa e a coesão social. Utiliza técnicas de dinâmica de grupo, rodas de conversa, grupos operativos, entre outras práticas. Acompanhar políticas públicas e atuar em rede Participa da formulação, implementação e avaliação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e direitos humanos. O psicólogo social atua muitas vezes em equipamentos como CRAS, CREAS, CAPS, escolas e conselhos participativos, integrando ações interdisciplinares. Estimular a participação cidadã e o controle social O psicólogo social contribui para a construção de uma cidadania ativa, incentivando a participação da população nas decisões que afetam sua vida. Atua como facilitador de processos participativos e promotor de direitos. 
 Paulo Freire – Educação Dialógica e Emancipatória Paulo Freire (1921–1997) foi um educador, filósofo e militante político brasileiro reconhecido internacionalmente por sua contribuição à educação popular, voltada à transformação social. Seu pensamento ultrapassa os limites da pedagogia e dialoga profundamente com a Psicologia Social Crítica, por defender a construção coletiva do saber, a valorização da experiência vivida e a emancipação dos sujeitos oprimidos. Principais Conceitos: Educação como prática da liberdade Para Freire, a educação deve promover a autonomia e a consciência crítica dos sujeitos. Não se trata de "transmitir" conhecimento, mas de construir o saber a partir da realidade vivida, em diálogo com o outro. Diálogo É o eixo central da prática freireana. O diálogo verdadeiro implica escuta, respeito, horizontalidade e a construção coletiva do conhecimento. Ele é antagônico à educação bancária (autoritária), em que o professor "deposita" conhecimento nos alunos. Consciência crítica (conscientização) A aprendizagem deve levar o sujeito a perceber as contradições do mundo social e a agir sobre ele para transformá-lo. A conscientização é um processo de leitura crítica da realidade, essencial para a emancipação dos oprimidos. Educação popular e práxis A práxis é a união entre reflexão e ação transformadora. O conhecimento, para Freire, deve estar sempre comprometido com a transformação da realidade e com a luta por justiça social. Aplicações na Psicologia Social Crítica: O pensamento de Paulo Freire é amplamente utilizado em práticas de: Psicologia comunitária e saúde coletiva; Educação popular em saúde (EPS); Intervenções com grupos vulnerabilizados (comunidades, movimentos sociais, periferias); Formação de educadores, cuidadores e agentes sociais; Promoção de protagonismo e cidadania ativa. Citação marcante: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.” — Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido. A Educação Popular é uma abordagem pedagógica voltada para a emancipação das classes populares, baseada no diálogo, na participação ativa e na valorização do saber da comunidade. Ela nasce da crítica à educação bancária (em que o professor deposita conhecimento no aluno) e propõe uma educação libertadora, transformadora e coletiva. Paulo Freire inspira uma atuação psicossocial que valoriza o diálogo, a escuta ativa, a participação popular e o compromisso ético com a transformação da realidade. Sua obra é base para profissionais que não apenas observam o mundo, mas agem para mudá-lo com os outros. A Influência do Piscologo e a relação com o Comportamento O psicologo e moldado pelo Comportamento A influência social é a capacidade de fazer com que outras pessoas tomem uma determinada decisão ou cumpram uma ação específica. Para isso, elas têm como base o comportamento, as indicações, os hábitos ou os costumes de outras pessoas (os influenciadores). A  Psicologia Social, enquanto campo interdisciplinar, busca compreender as relações entre o indivíduo e a sociedade, articulando dimensões subjetivas e coletivas da experiência humana. Ao longo do tempo, essa área desenvolveu diferentes abordagens teóricas que refletem distintas formas de interpretar os fenômenos sociais: a Psicologia Social de base Psicológica, a Psicologia Social Sociológica e a Psicologia Social Crítica. Cada vertente oferece contribuições singulares tanto para a compreensão da realidade social quanto para a elaboração de estratégias de intervenção. A vertente psicológica concentra-se nos processos cognitivos e afetivos que moldam o comportamento individual em contextos sociais, destacando autores como Kurt Lewin, Henri Tajfel e Leon Festinger. Já a perspectiva sociológica volta-se para a influência das estruturas sociais, das normas e dos papéis, tendo como expoentes Émile Durkheim, Erving Goffman e Pierre Bourdieu. Por fim, a Psicologia Social Crítica propõe uma abordagem voltada para a transformação social e a emancipação dos sujeitos, com base em autores como Ignacio Martín-Baró, Maritza Montero e Paulo Freire. Neste trabalho, parte-se do pressuposto de que a coesão social e a manutenção de práticas coletivas transformadoras exigem um olhar multidimensional, que considere tanto os aspectos individuais quanto os coletivos e estruturais da vida social. Assim, propõe-se um plano de intervenção fundamentado nas contribuições dessas três vertentes da Psicologia Social, com o objetivo de promover ações sustentáveis, participativas e capazes de fortalecer os laços comunitários, a identidade grupal e o protagonismo dos sujeitos envolvidos. O Grupo Cooperativo O grupo como objeto de estudos ganhou densidade na psicologia social durante a segunda guerra mundial, com Kurt Lewin (1890-1947), considerado por muitos autores como fundador da psicologia social. Kurt Lewin foi o pai da psicologia social, e ele desenvolveu a equação de que o comportamento é uma função do caráter de uma pessoa mais seu ambiente . Os processos grupais são fundamentais para compreender como os sujeitos se organizam, interagem e constroem significados coletivos. A coesão de um grupo não é apenas um produto espontâneo das interações sociais, mas o resultado de mecanismos complexos que envolvem identificação, pertencimento, normas compartilhadas e objetivos comuns. A manutenção da coesão exige, portanto, estratégias conscientes que favoreçam o diálogo, a escuta, o reconhecimento das diferenças e a construção de vínculos afetivos e simbólicos entre os participantes. Do ponto de vista da Psicologia Social Psicológica, autores como Henri Tajfel e Kurt Lewin oferecem elementos centrais para compreender esses processos. Tajfel, com a Teoria da Identidade Social, mostra como a identificação com um grupo fortalece o sentimento de pertencimento e promove comportamentos de cooperação. Já Lewin, ao propor a dinâmica de grupo e a pesquisa-ação, destaca que os grupos podem ser mobilizados e transformados por meio da participação ativa e da experiência compartilhada, criando condições para a manutenção de objetivos comuns. Na perspectiva da Psicologia Social Sociológica, a coesão grupal é vista como resultado da internalização de normas e da construção de papéis sociais. Émile Durkheim destaca o papel dos rituais coletivos e da solidariedade na manutenção da ordem social, enquanto Erving Goffman contribui ao mostrar como os sujeitos constroem suas identidades em interação com os outros, por meio da "representação de papéis". A coesão, nesse sentido, está relacionada à previsibilidade das interações e ao reconhecimento mútuo dos lugares ocupados dentro do grupo. Já na Psicologia Social Crítica, a coesão grupal não é apenas um fim em si, mas um instrumento para a transformação social. Ignacio Martín-Baró propõe que os grupos populares devem ser fortalecidos por meio de práticas de conscientização e empoderamento, nas quais os sujeitos não apenas compartilham experiências, mas também se tornam agentes da própria história. A manutenção dos grupos passa, portanto, pela capacidade de construir práticas coletivas autônomas, participativas e emancipatórias, como defende também Maritza Montero, com sua proposta de psicologia comunitária crítica. Assim, a coesão e a manutenção dos grupos não se limitam à harmonia ou à ausência de conflito, mas envolvem a construção contínua de vínculos, a negociação de sentidos e a criação de espaços de escuta e reconhecimento mútuo. As intervenções sociais que pretendem fortalecer esses processos devem considerar a complexidade das relações grupais e adotar abordagens que integrem aspectos subjetivos, estruturais e políticos da vida em grupo. Aroldo Rodrigues — Psicologia Social no Brasil Aroldo Rodrigues é um dos principais nomes da Psicologia Social no Brasil, com forte influência da vertente psicológica/experimental da área. Seu trabalho teve grande importância na sistematização da Psicologia Social como disciplina científica e aplicada no país, especialmente a partir da década de 1970. Contribuições: Trouxe para o Brasil os fundamentos teóricos e metodológicos da Psicologia Social norte-americana, com destaque para as pesquisas sobre atitudes, persuasão, conformidade, obediência e influência social. Sua abordagem é mais individualista e comportamental, focada nos efeitos do ambiente social sobre o comportamento do indivíduo. Escreveu, com outros autores, obras como: "Psicologia Social" (com Albino P. Ribeiro e Julius A. Rasskin) – referência clássica no ensino da disciplina. "Introdução à Psicologia Social" – muito adotada em cursos de graduação. Aplicações: A perspectiva de Aroldo Rodrigues é útil para pensar intervenções que envolvam mudança de atitudes, comportamento em grupo, pressão social, formação de preconceitos e processos de liderança. Exemplo prático: Em um plano de intervenção, as ideias de Rodrigues ajudam a estruturar ações como: Campanhas de conscientização (mudança de atitudes e comportamentos). Treinamentos de habilidades sociais. Estudos de conformidade e resistência em ambientes institucionais (como escolas, empresas, comunidades terapêuticas). Sônia Fleury – Uma abordagem crítica da política e da saúde Sônia Fleury Teixeira é uma cientista política e pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com vasta atuação no campo da saúde pública, políticas sociais, cidadania e democracia participativa. Sua obra dialoga profundamente com os princípios da Psicologia Social Crítica, ao enfatizar a dimensão estrutural e ideológica das desigualdades sociais e a necessidade de práticas emancipatórias. Principais ideias: Crítica ao modelo assistencialista das políticas públicas, que mantêm os sujeitos em posição de dependência. Defesa da participação cidadã ativa, com base em processos democráticos e dialógicos. Contribuições para pensar o cuidado como direito social, e não como caridade. Análise das relações entre Estado, sociedade civil e movimentos sociais, propondo a construção de sujeitos coletivos e críticos. Obras de destaque: "Democracia, cidadania e políticas sociais no Brasil" "Três ensaios sobre a participação social" "Sociedade do medo: insegurança, desigualdade e segregação" Aplicações em Psicologia Social Crítica: Embora Sônia Fleury não esteja ligada à Psicologia Social de forma tradicional, suas reflexões influenciam diretamente práticas da Psicologia Comunitária e da Psicologia Social Crítica, sobretudo: Em intervenções em territórios vulneráveis; Na atuação em redes de saúde e assistência social (como CAPS, CRAS, SUS); Na construção de estratégias que promovam empoderamento, autonomia e coesão social; Em projetos que buscam fortalecer o controle social e o protagonismo popular. Para citar em trabalhos: "A cidadania não se resume ao acesso a direitos formais, mas exige condições concretas para o exercício da autonomia e da participação política dos sujeitos." — Sônia Fleury Dante Moreira Leite foi profundamente influenciado por Kurt Lewin, especialmente pela noção de que o comportamento é função da interação entre pessoa e ambiente. Inspirado pelo conceito de campo psicológico, Dante aplicou essa perspectiva ao contexto brasileiro, defendendo que a realidade social só pode ser transformada por meio da ação planejada e da compreensão crítica das forças culturais e históricas que moldam o sujeito. Sua psicologia, portanto, articula teoria e prática, análise e intervenção. Dante Moreira Leite: um pioneiro da psicologia social no Brasil. O grupo como objeto de estudos ganhou densidade na psicologia social durante a segunda guerra mundial, com Kurt Lewin (1890-1947), considerado por muitos autores como fundador da psicologia social. Dante Moreira Leite – Psicologia Social e Crítica da Realidade Brasileira Dante Moreira Leite (1927–1976) foi um dos grandes nomes da Psicologia Social brasileira, reconhecido por suas análises críticas sobre a sociedade, a educação e a construção da identidade nacional. Ele foi um dos primeiros intelectuais a integrar a Psicologia com uma compreensão sociológica e cultural da realidade brasileira, antecipando o que mais tarde seria consolidado como Psicologia Social Crítica. Principais ideias: 1. Crítica ao modelo eurocêntrico da Psicologia Dante questionava o uso acrítico de teorias importadas da Europa e dos EUA. Defendia uma psicologia enraizada na realidade brasileira, que considerasse as questões culturais, históricas e sociais do país. 2. Identidade e formação do povo brasileiro Estudou como a colonização, a escravidão e a desigualdade afetaram a construção da identidade nacional e os comportamentos sociais. Investigou a relação entre autoritarismo, educação e subjetividade. 3. Educação como campo de transformação Dante Moreira Leite via a escola como espaço decisivo para a formação da consciência crítica. Para ele, a educação brasileira precisava superar a reprodução da obediência cega e formar sujeitos reflexivos e autônomos. 4. Influência de Kurt Lewin Dante incorporou a visão de campo psicológico de Lewin e o conceito de que o comportamento é função da interação entre pessoa e ambiente. Acreditava na transformação das condições sociais através da ação planejada, algo central também nas ideias de Lewin. Obras principais: O Caráter Nacional Brasileiro Psicologia e Ideologia A Educação como Cultura Referências Sócrates Como Sócrates não deixou escritos, suas ideias são conhecidas por meio de seus discípulos, especialmente Platão: PLATÃO. Apologia de Sócrates. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2003. Agostinho de Hipona AGOSTINHO. Confissões. Tradução de J. Oliveira Santos e A. Ambrósio de Pina. São Paulo: Paulus, 1999. AGOSTINHO. A Cidade de Deus. Tradução de J. Dias Pereira. Petrópolis: Vozes, 2011. René Descartes DESCARTES, René. Discurso do Método. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Martins Fontes, 2004. DESCARTES, René. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1983. Immanuel Kant KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 2003. KANT, Immanuel. Crítica da Razão Prática. São Paulo: Martins Fontes, 2007. Friedrich Nietzsche NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. Tradução de Mário da Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da Moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. Jean-Paul Sartre SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. Tradução de Paulo Perdigão. Petrópolis: Vozes, 1997. SARTRE, Jean-Paul. O Ser e o Nada. São Paulo: Vozes, 2010. SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. Tradução de Paulo Perdigão. Petrópolis: Vozes, 1997. Texto acessível, ótimo para introdução ao pensamento existencialista. SARTRE, Jean-Paul. O Ser e o Nada. São Paulo: Vozes, 2010. Obra densa, mas fundamental para compreender sua ontologia e psicologia existencial. SARTRE, Jean-Paul. Entre Quatro Paredes (Huis Clos). Peça de teatro onde a célebre frase aparece: “O inferno são os outros.” YALOM, Irvin D. Existential Psychotherapy. New York: Basic Books, 1980. Um dos maiores psicoterapeutas existencialistas, inspirado diretamente por Sartre e outros pensadores como Nietzsche e Kierkegaard. Paulo Freire FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2020. CORTELLA, Mario Sergio. A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. São Paulo: Cortez, 2003. Reflexões sobre o papel social da escola e o valor do conhecimento na construção da cidadania. CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. Petrópolis: Vozes, 2007. Aborda temas como propósito, ética e liderança em todos os campos da vida, inclusive na educação. CORTELLA, Mario Sergio. Não nascemos prontos! São Paulo: Vozes, 2006. Livro voltado para a reflexão sobre o processo contínuo de formação humana. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000. Obra introdutória em que Chaui discute temas como ideologia, liberdade, cultura e política. CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 2000. (Coleção Primeiros Passos) Uma das obras mais citadas sobre ideologia no Brasil. Excelente para entender como a ideologia atua no cotidiano. CHAUÍ, Marilena. Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas. São Paulo: Cortez, 1995. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação popular. São Paulo: Brasiliense, 1981. Complementa Freire com exemplos práticos e comunitários, usando linguagem acessível. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. Livro central para compreender a teoria crítica da educação e a proposta da libertação por meio da palavra. GADOTTI, Moacir. Educação popular: utopia latino-americana. São Paulo: Cortez, 2009. Aborda os impactos e desdobramentos contemporâneos da educação popular na América Latina. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 60. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

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